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Melhorar de Vida Não é Pecado
Melhorar de Vida Não é Pecado

Hoje está muito em voga a chamada teologia da prosperidade que coloca os bens materiais como prioridade e diz que o verdadeiro cristão irá possuí-los através de votos e ofertas. É muito claro que esse pensamento possui muitos equívocos, pois a prioridade do cristão são os bens espirituais e não é pecado ser pobre. Mas o que muitos não entendem é que melhorar de vida economicamente também não é pecado.

 

Se tomarmos cuidado para não perdermos o foco da eternidade, podemos de maneira honesta procurar ter uma vida melhor no âmbito econômico. Seja cursando uma faculdade, cursando um curso técnico, estudando para um concurso, trabalhando, negociando ou qualquer outra maneira ética podemos conquistar bens materiais. Eu acredito até que devemos incentivar os jovens na igreja a se dedicarem aos estudos porque se eles melhorarem de vida isso gerará riqueza para toda a nação.

 

Os doutores William Douglas e Rubens Teixeira ensinam¹, em obra conjunta, que a Bíblia não ensina a teologia da prosperidade, mas também não ensina a teologia da miséria devendo o cristão buscar um equilíbrio. Olhando um pouco para a historia do protestantismo vemos que ao contrário do catolicismo a pobreza nunca foi uma virtude em si. O reformador João Calvino, por exemplo, com sua doutrina da eleição incondicional acreditava que quando uma pessoa prosperava economicamente isso poderia ser um sinal que ela era uma eleita por Deus. Agora não confunda esse pensamento com o da teologia da prosperidade atual. Calvino se baseava na geração de riqueza através do trabalho e a teologia da prosperidade se baseia em votos e sacrifícios.

 

Infelizmente ou felizmente, a teologia às vezes é influenciada pelo ambiente em que se encontra. Nos E.U.A. onde existe um verdadeiro capitalismo liberal e o país é muito rico, as pessoas não veem problema que um irmão prospere economicamente trabalhando. Lá eles até chegam no exagero da teologia da prosperidade. No Brasil onde existe um capitalismo falso e valores como empreendedorismo e desenvolvimento pessoal não são cultivados, muitas vezes querer melhorar de vida é visto como ganancia ou nem se quer se pensa nisso. Quando na igreja não se tem esse entendimento se passa para o outro extremo importado dos E.U.A. que é o da teologia da prosperidade onde só o dinheiro importa.

 

O problema paira na perca do foco. Realmente muitas pessoas quando começam a melhorar economicamente se tornam frias espiritualmente. Vão pouco aos cultos, não frequentam estudos bíblicos, não oram, não evangelizam, se tornam mundanas e se afastam de Deus. Mas não são todas que agem dessa forma. Existem pessoas que mantém seu foco e não deixam de ter sua vida espiritual como prioridade em razão de melhorarem de vida. O segredo é justamente esse. Se esforçar para ter uma vida melhor na Terra, mas saber que o grande o alvo continua sendo as mansões celestiais.

 

E quando digo para melhorar de vida é visando que melhoremos as nossas vidas e não julgar o semelhante por ele ter ou não posses. Se ele tiver posses é uma benção, mas se ele não tiver também merece ser tratado com igualdade e dignidade. Lembremos que Jesus amou tanto pobres como ricos e que nem toda pessoa que é pobre é porque é preguiçosa. Existem muitas pessoas que estão dessa forma por falta de oportunidade em um país que está com sua economia destruída, dentre outros motivos.

 

Por fim, deixo o principal motivo de por que melhorar de vida não é pecado. Melhorar de vida economicamente é um meio para ajudarmos o semelhante. Nos tendo mais recursos poderemos ajudar mais pessoas. O mundo hoje está cheio de pessoas necessitadas precisando de nosso auxílio. Tenha em mente ao querer melhorar de vida não apenas seus interesses mesquinhos, mas compartilhar com todos aqueles que precisam. Essa deve ser a principal inspiração para o cristão melhorar de vida: ajudar seus familiares, amigos e todo o próximo que estiver passando um momento difícil. Essa é a verdadeira prosperidade.

 

Referências

DOUGLAS, William; TEIXEIRA, Rubens. As 25 Leis Bíblicas do Sucesso.  Rio de Janeiro: Sextante, 2012, p. 20.

 

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